quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Honestidade absoluta

Recentemente tomei algumas decisões sobre honestidade. Paricularmente tais decisões foram tomadas durante a realização de dois cursos - Homem ao Máximo, e Curso de Finanças Crown. Mas há um tempo atrás já orava a Deus pedindo a Ele que me mostrasse o que na minha vida não O agradava. Confesso que imediatamente me vinha à mente algumas coisas que eu preferia ignorar. Em princípio eram duas coisas: o ponto adicional de TV a cabo que eu tinha e "compartilhava" com outro morador do meu prédio, e a internet de outro morador que também era "compartilhada".


Desde o princípio sabia que esse "compartilhamento" não era legal. O contrato de serviços não me permitia fazer esse tipo de coisa e os produtos e serviços que contratara da TV a cabo eram apenas para serem usufruídos dentro da minha residência. Da mesma forma, fui cúmplice da ilegalidade cometida por outro morador, puxando um cabo de internet pra minha residência. Eu até tinha internet e TV a cabo instaladas em meu apartamento antes, mas com a justificativa de economizar fiz o que fiz. A palavra compartilhamento me dava a impressão do meu erro ser menor. Que tamanha ignorância a minha!


Mas graças a Deus eu ouvi a Sua voz e preferi obedecê-lo. Alguns podem dizer que foi a "voz" da minha consciência. Freud diria que foi a "voz" da civilidade, ocupando o "lugar do Pai" na minha consciência culposa. Mas Deus está em meu coração, tenho a mente de Cristo, e ela que me orienta em minha conduta. Por onde mais Deus poderia falar comigo senão pelo Seu Espírito que habita em mim, isto é, na minha mente, no meu coração? Portanto, retirei o ponto adicional de TV e a internet que estava "compartilhando". Esse compartilhamento também tem outro nome: pecado. Re-contratei um serviço de internet legal.


Um pouco depois desses episódios, Deus me mostrara outras coisas em minha vida que não O agradavam. Decidi então aniquilar, deletar, destruir todas as cópias não autorizadas de músicas e livros que eu mantinha meu poder, em mídias eletrônicas e nos meus arquivos no computador. Nunca comprara ou vendera CDs e/ou DVDs pirata, mas eu mesmo fiz uma cópia de um filme para mim. Também aceitei cópias pirata de filmes que me foram dados por outros. Sempre justificava essas práticas afirmando que pirataria seria eu fazer cópias para comercializar. Sinceramente, que diferença faz para o detentor dos direitos autorais se as cópias não autorizadas são, ou não, comercializadas? Nenhuma! De todas as maneiras, as cópias não autorizadas são uma atitude desonesta para com a pessoa que detém o(s) seu(s) direito(s) autoral(ais). Podem me criticar se quiserem. Mas considere que você seja autor de um livro, de músicas, de um projeto arquitetônico, etc. (produções suas que lhe custaram esforço e dedicação e tempo de trabalho). Ficaria você satisfeito se fossem desonesto com você, fazendo cópias não autorizadas do seu trabalho? Duvido que sua respostas seja um sincero sim. A não ser que você autorize expressamente que se façam cópias das suas produções. Destruí todas as cópias não autorizadas que possuía e estou com minha consciência limpa. E posso afirmar como o apóstolo Paulo: a minha consciência me dá testemunho de como me tenho conduzido no mundo, e esse é o meu orgulho! (2 CORÍNTIOS, 1:12).



O que aprendi com tudo isso? Aprendi a ser honesto, até nas pequenas coisas. Não para me promover ou para escrever isso aqui para minha honra. Não. Mas por amor ao Evangelho e por amor a Jesus Cristo. Aprendi também que muitas vezes substituímos a palavra pecado por problema, ou outro nome mais ameno. Afinal, se temos problema basta resolver se o mesmo nos incomoda; mas temos pecado isto exigirá de nós uma atitude de arrependimento, de mudança de direção na nossa conduta. E este último dói na carne.


Uma frase que resume tudo isso: "As coias pequenas são coisas pequenas, mas a fidelidade numa coisa pequena é uma grande coisa" (Hudson Taylor, Finaças: Manual do Participante, Crown Financial Ministries, p.55). Durmo com a consciência limpa e continuo humilde orando ao Senhor: "Vê se há em mim algum conduta que te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno" (SALMO, 139:24).

Um comentário:

riticafraga disse...

Filho querido.
Que bom que vc pensa assim. Estou muito orgulhosa de você.
O melhor é termos pouco com Deus do que muito sem Ele.
Devemos ser honesto nos pequenos e grandes feitos.
Deus é infinitamente grande para nos dar tudo aquilo que desejamos.E Ele é fiel para conosco, portanto devemos também ser fiel a Ele.
Beijos.
Sua mãe.
Você é meu orgulho.