Encontramos nossa liberdade no elemento para o qual fomos criados: o amor. O "caminho excelente" de que Paulo fala em sua primeira carta aos Coríntios (capítulo 13): o amor paciente, bondoso. Que não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata e nem procura os seus interesses; que não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor que não se alegra com a injustiça, mas que se alegra com a verdade. O amor que "tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." (ididem). Apenas em Cristo podemos encontrar esse amor. E é nesse elemento que encontramos nossa verdadeira liberdade, nossa identidade e essência. É com esse amor que Cristo nos conhece e nos vê.
Por nós mesmos não alcançaremos esse amor para encontrar a liberdade que tão sonhadamente desejamos. Mas como Paulo escreve (no mesmo capítulo): Agora conheço em parte; então conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido. (1 CORÍNTIOS, 13:12). Apropriemo-nos das palavras de Paulo e declaremos: Quero conhecer Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte para, de alguma forma, alcançar a ressurreição dentre os mortos. Não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo para alcançá-lo, pois para isso também fui alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus. (FILIPENSES, 3:10-14).
Mas, graças a Deus, porque, embora vocês tenham sido escravos do pecado, passaram a obedecer de coração à forma de ensino que lhes foi transmitida. Vocês foram libertados do pecado e tornaram-se escravos da justiça.
Falo isso em termos humanos, por causa das suas limitações humanas. Assim como vocês ofereceram os membros do seu corpo em escravidão à impureza e à maldade que leva à maldade, ofereçam-nos agora em escravidão à justiça que leva à santidade. Quando vocês eram escravos do pecado, estavam livres da justiça. Que fruto colheram então das coisas das quais agora vocês se envergonham? O fim delas é a morte! Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna. Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor (NVI).
As palavras do Paulo são muito claras. Ao sermos salvos, nos tornamos agora escravos de Deus, escravos da justiça que leva à santidade. A analogia aqui é a do salvo como um escravo alforriado. Entretanto, Deus não é como o senhor que dá a "carta de alforria" aos que aceitam Jesus e os deixa à mercê. Não. Deus é como o senhor que dá a liberdade ao que era escravo e oferece sua própria casa para ele viver, trabalhar, sustentar-se e sustentar sua família. Mais do que isso, somos feitos filhos por adoção (ROMANOS 8:5; GÁLATAS, 4:5; EFÉSIOS, 1:5), e Deus não nos chama escravos, mas como filhos que têm lugar na família.